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Freguesia fronteiriça quer proteger gíria utilizada pelos contrabandistas
A Junta de Freguesia de Quadrazais, no concelho do Sabugal, mostrou-se hoje disponível para contribuir para a preservação e reactivação da gíria quadrazenha, que foi falada pelos habitantes locais, nos tempos do contrabando.
«Através da Câmara [Municipal do Sabugal] gostaria de a ver reactivada», disse hoje à Lusa Silvina Silva, presidente da Junta de Freguesia de Quadrazais.
Na opinião da autarca, deveria «haver um estudo profundo» e «uma aprendizagem através dos mais novos», para que o linguajar típico da terra não desapareça com a morte dos mais velhos.
Silvina Silva defende a sua preservação, mas adianta que o processo terá de envolver outras entidades para além da Junta de Freguesia, porque a autarquia a que preside não tem «grande capacidade de o fazer».
Sem adiantar métodos para executar o projecto, a autarca promete «fazer alguma coisa» para salvaguardar a linguagem desenvolvida pela população durante décadas, e que passou de geração para geração.
A gíria nasceu da necessidade de os habitantes de Quadrazais, que praticaram contrabando de subsistência com grande vigor até aos anos de 1960, comunicarem entre si sem serem percebidos pelos guardas-fiscais que vigiavam a fronteira entre Portugal e Espanha.
A autarca apontou que existem livros, estudos e teses de mestrado sobre o dialecto típico daquela aldeia do Sabugal, com cerca de 600 habitantes, localizada a uma dezena de quilómetros de distância da fronteira.
Fonte: ( http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=29073)
Data : 2011-09-26
Autor : Sol
Tradutor :
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